quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ

INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ

O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ que tem por Objetivo atuar pela Estruturação e a Realização de Programas Sócio-Culturais e Educacionais que Promovam Valores e a Cultura de Paz através da filosofia da não-violência utilizando a Arte como principal ferramenta educativa para a sua atuação junto aos jovens e adultos prioritariamente das comunidades carentes do Mundo, através da Espiritualização do Ser e com ênfase em Ações de Empreendedoras e Inovadoras que promovam a Colaboração e a Tolerância entre os Povos.

A filosofia do INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ fundamenta-se no princípio de que a causa da violência social, racial, sexual, religiosa e econômica está na ignorância dos verdadeiros valores espirituais do ser humano.

Gandhi afirmava que a força da violência vem de fora e a força da paz vem de dentro do indivíduo e por isso criou o SATYAGRAHA, conhecido também como a "Força da Verdade". Essa verdade é ignorada e por isso o indivíduo acredita que seja mais fácil agredir e violentar para conquistar os seus objetivos do que utilizar o diálogo e a cooperação onde todos se responsabilizam por soluções integrais e pacíficas. Os sociólogos clamam por educação para diminuir a violência, mas essa educação deve ser baseada em princípios e valores que modifiquem os padrões de comportamento bem como a relação do indivíduo com o meio.

Uma educação com vistas a dissolver o impacto da violência e promover a cultura de paz deve estar estruturada numa metodologia palpável e realizável, bem como, fundamentar-se em princípios muito consistentes para conseguir de fato consolidar algum êxito. Gandhi demonstrou que ao concentrarmos a nossa força em nossas próprias emoções, descobrindo as causas que nos levam a agressividade e construindo um novo paradigma de pensamento, poderemos libertar-nos do comportamento violento e doentio.

Dessa forma, o INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ se estrutura em uma metodologia de auto-descobrimento, re-significação, construção e consolidação da filosofia de paz. O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ está estruturada em Ações Sócio-Culturais e Educacionais que em muitos momentos funcionará como uma Escola num sistema de aulas modulares Presenciais e Virtuais, que possuirão duração determinada e de até dois anos, divididas em vários módulos, onde os integrantes terão a oportunidade de receber cursos gratuitos e/ou onde os mesmos colaborem com valores exeqüíveis para suas realidades.

Esses Cursos promoverão a capacitação e formação profissional tendo como diferencial a obrigatoriedade de Cursarem Módulos de Valores e Cultura de Paz como Pré-Requisitos.

Os Cursos ofertados terão como Foco a Criação de Emprego e Renda através da inserção de seus participantes no Mercado de Trabalho em ações estruturadas e baseadas como em exemplos de Leis como a do "Jovem Aprendiz" no Brasil. No entanto, como já mencionado, tendo como o diferencial a inclusão nos Módulos de Aprendizagem de Matérias ligadas a Valores e Cultura de Paz.

O Instituto SOLDADOS DA PAZ tem também o Objetivo de criar Núcleos de Ensinos junto às Periferias das Grandes Cidades onde serão ministradas aulas presenciais de teoria musical, instrumentação, artes cênicas, idiomas e artesanato, dentre outros, bastando para isso se inscrever nos programas disponíveis junto a esses Núcleos que serão conhecidos de NP's - Núcleos da Paz.

Os Cursos possuirão o conteúdo elaborado para gerar o aprendizado em Valores e Cultura de Paz com foco na transformação pessoal.

Os conteúdos das aulas serão elaborados por arte-terapeutas, psicólogos e pedagogos baseando-se na metodologia do autoconhecimento, auto-identificação, autodomínio e auto-estima e auto-realização de modo que a PAZ poderá ser aprendida e apreendida na vida prática.


ARGUMENTAÇÃO

A Banda SENTIDO CONTRÁRIO e os Parceiros desse Projeto sabem que o Brasil é um País povoado de pessoas dispostas a construir uma nova realidade social.
Não tem sido por falta de vontade ou de iniciativa de parte da população que ações ou projetos de transformação social deixam de ser realizados. O que falta, muitas vezes, são condições e uma nova visão contextual para que esses projetos sejam implementados. Nessa perspectiva, é fundamental contribuir para a formação de pessoas, profissionais e instituições que possam empreender ações de sucesso, onde o AMOR, VERDADE, AÇÃO CORRETA, PAZ e NÃO VIOLÊNCIA, sejam o grande êmulo para a autoconquista.
Dentre as demandas sociais a serem supridas, estão os baixos índices de práticas culturais da população de jovens e adultos.
Somos seres culturais e necessitamos de experiências culturais diversas. Através delas ampliaremos nossa visão de mundo e nossa capacidade de transformá-lo para melhor, principalmente através da arte. Lembramo-nos, neste momento, do professor Domenico Demasi com seu livro O Ócio Criativo, propondo uma visão interdisciplinar, quiçá transdisciplinar, para trabalho, o estudo e o lazer.
Essa capacidade de transformação está diretamente ligada ao desenvolvimento da inteligência. A inteligência que é uma só, mas que poderemos dividi-la em três partes para, didaticamente, melhor compreendê-la: inteligência cognitiva, inteligência emocional e inteligência volitiva. Ou seja, o pensar, o sentir e o querer. Ou em outras palavras: razão, sentimento e vontade.
As escolas, tanto públicas ou privadas, de um modo geral, têm desenvolvido com seus alunos somente a inteligência cognitiva, ou o pensar. Raras são àquelas que se dedicam ao desenvolvimento emocional e raríssimo ou quase nulo são às que se dedicam ao desenvolvimento da inteligência volitiva.
Adolfo Hitler, por exemplo, foi um homem muito inteligente, mas somente no aspecto cognitivo. Já Mohandas Karamchand Gandhi foi um homem integralmente inteligente: cógnita, emocional e volitivamente.
O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ é uma Instituição Não Religiosa que visa a Promoção e o Desenvolvimento do Ser Humano integral, pois Sabemos que o desenvolvimento da inteligência cognitiva por si só, não transforma a sociedade para melhor, como desejamos.
O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ se propõem a trabalhar a inteligência integral através da Espiritualização Ser e pela Compreensão de uma Inteligência Suprema que é a Causa Primária de todas as Coisas, convencionalmente conhecido por DEUS pela Sociedade Ocidental.
Dizemos que quanto mais palavras conhecemos, mais frases podemos formular. Quanto mais sentimentos desenvolvemos, melhor nos relacionaremos. Quanto mais fortalecemos nossa vontade, mais ações éticas e ecológicas desenvolveremos. Assim também essa integralidade estrutura a interdisciplinaridade, a transdisciplinaridade, a transpessoalidade, a visão holística, a ação ecologicamente profunda.
Considerando também que educar vem do latim "educare" e de "educere" - o primeiro termo significando amamentar, criar, alimentar, por isso mesmo aproximando-se do vocábulo latino "cuore" (coração). Daí, a palavra "caridade": oferecer algo que vem do coração. O segundo termo significando "extrair de dentro", ou seja, para educar é necessário conhecer - através de perguntas - o que o outro possui dentro, para então instruir - do latim "instruere" - construir para dentro, a educação, que sempre será transformadora, fornecerá um "alimento" que fortaleça o indivíduo nas suas conquistas individuais e sociais, no sentido de transformá-lo para melhor, de humanizá-lo.
Os esforços do INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ centram-se, preferencialmente na concretização da aprendizagem, antes de qualquer definição particular, que formeuma grande corrente de amizade e cooperação entre as diferentes escolas do Mundo, inspirada pela perspectiva holística, transpessoal, transecológica.
Na origem deste movimento, reconhecemos como fundamental o paradigma holístico. Este paradigma considera cada elemento de um campo como um evento refletindo e contendo todas as dimensões do campo (cf. a metáfora do holograma). E uma visão na qual o todo e cada uma das suas sinergias estão estreitamente ligadas em interações constantes e paradoxais.

O GLOBAL E AS RELAÇÕES ENTRE AS PARTES (CONTRIBUIÇÃO DA FÍSICA QUÂNTICA).

O global é mais do que o contexto, é o conjunto das diversas partes ligadas a ele de modo inter-retroativo ou organizacional. Cada célula contém a totalidade do patrimônio genético de um organismo policelular; a sociedade, como um todo, está presente em cada indivíduo, assim como cada ponto de um holograma contém a totalidade da informação do que representa.

METODOLOGIA

O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ explorará a sincronicidade entre:

  • A emergência deste novo paradigma das ciências físicas, biológicas e humanas.
  • A visão de sabedoria do Oriente e do Ocidente.
  • A receptividade e o despertar crescente dos seres humanos, multiplicando seus valores entre os profissionais da educação.

A abordagem holística, transpessoal, transecológica se manifesta pelas seguintes características:

  • Ao mesmo tempo que reconhece a seu nível relativo, ela integra e ultrapassa as diversas formas de dualidade e dialética.
  • Ela estimula essa integração e transcendência não somente pelo seu apoio à pesquisa racional e experimental, mas também pela abordagem das vias tradicionais, intuitivas e experiências de acesso direto a um nível transpessoal da realidade, evitando extrapolações prematuras.
  • Ela reconhece que a alegria e a felicidade que visa todo ser encontra-se na descoberta de sua verdadeira natureza e na expressão constante da sabedoria, do amor, do respeito de si mesmo e de todos os seres.
  • Estimular projetos de pesquisas sob a perspectiva holística e sobre os novos métodos de abordagem holística (Arte, Filosofia, Ciências, etc.).
Consciente dos perigos da globalização e da fragmentação (Totalitarismo e Reducionismo), o INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ pretende combinar rigor necessário à análise do particular e abertura necessária à intuição da inter-relação inerente a todas as coisas.
O INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ, consciente dos perigos do sectarismo e da ideologia, deseja permanecer livre de todas as formas de dependência, quaisquer sejam elas, de ordem política, doutrinária ou religiosa.
Embora bastante abrangente a metodologia do INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ apresenta um Modelo que se adapta a realidade aonde quer que ela se apresente destacando nela, sobretudo, a abordagem holística, principalmente nos aspectos da interdisciplinaridade.
Em suas atividades, construiremos por meio das Artes Integradas, a música, o teatro, a pintura e oficina ecológica a não fragmentação do saber para o início de uma formação que se propõe autônoma, crítica, criativa, responsável, includente, portanto, cidadã.
Dessa forma, como está exposto em nossa Metodologia, antes de qualquer definição particular, desejamos iniciar uma grande corrente de amizade e cooperação entre os nossos atendidos, nossos alunos, nossos colegas professores, nossos coordenadores pedagógicos, nossos diretores, nossos funcionários, ou seja, a comunidade com a qual nos relacionarmos como um todo, inspirados pela perspectiva holística, transpessoal e transecológica.
Esperamos deixar um bom estímulo para que o trabalho prossiga com, pelo menos, esta visão: formação de profissionais críticos, criativos, cuidadosos, autônomos, capazes de interferir na sociedade, a partir da intervenção que façam em suas próprias atitudes e procedimentos. Seja um filme, uma peça teatral, um espetáculo de dança, uma exposição ou um livro, ou seja, nas iniciativas Sócio-Culturais em si. Dessa forma, o processo não encerra-se quando o produto é finalizado, levando ainda a argamassa de conhecimentos imediatamente para a próxima produção, considerando que a ação cultural só se completa de fato quando é acessada pelo público.
Muito da base ideológica da Não-Violência de Gandhi inspira o INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ.


POR QUE NÃO-VIOLÊNCIA?

A maioria dos adeptos da não-violência escolhe esta opção por aspectos religiosos, éticos, ou ainda estratégicos. Nos dois primeiros casos, ela é utilizada como um princípio de integridade e respeito à condição humana. No último caso, trata-se tão somente de uma questão circunstancial, em que se faz útil essa prática. No entanto, em um mesmo movimento de não-violência podemos encontrar estes três aspectos co-existindo.
No mundo atual, a não-violência vem sendo amplamente utilizada em movimentos pelo trabalho, pela paz, pelo meio ambiente e pelos direitos das mulheres. No entanto, uma outra maneira de utilizar a tática de não-violência é com o intuito de direcionar a opinião pública (principalmente a internacional) contra regimes políticos extremamente repressivos, expondo ao mundo os excessos cometidos contra manifestações de cunho pacífico. Teoricamente, isto faria com que a comunidade internacional passasse a pressionar os dirigentes destes regimes opressivos.
O estudioso da não-violência Gene Sharp, em seu livro "The Politics of Nonviolent Action", sugere que a completa ausência de estudos sobre o tema no meio acadêmico de história, pode ser pelo reflexo de que as técnicas que visam conquistas sociais não são do interesse da elite. Estes acreditam muito mais nos armamentos e no poder do dinheiro do que na capacidade de mobilização organizada de uma comunidade. Ou seja, construíram um projeto social, uma organização social baseada no TER em completo detrimento do SER.
Muito diferente, o pensador Mario Rodrigues Luis Cobos passou toda sua vida organizando um Movimento Humanista que realmente pudesse aplicar os princípios da não-violência ativa para solucionar conflitos sociais da atualidade. Ou seja, centrou esforços educativos na construção do SER.

COMO FUNCIONA A NÃO-VIOLÊNCIA?

O uso da não-violência numa luta social é algo radicalmente diferente das idéias convencionais sobre conflitos, mesmo assim, pertencem à não-violência uma série de conhecimentos que fazem parte do senso-comum de uma sociedade, tais como:
  • O poder daqueles que dirigem uma nação depende da aderência e consentimento dos cidadãos comuns. Sem uma burocracia, um exército ou uma força policial para pôr em prática os objetivos estipulados pela classe dominante, as leis perdem força quando não encontram respaldo no cidadão comum. A não-violência nos ensina que o poder depende da cooperação de outros tantos, assim, a não-violência faz desmoronar o poder dos dirigentes quando consegue extinguir grande parte desta cooperação.
  • Um outro conceito que faz parte do senso-comum é o de que somente através de um meio justo conseguiremos alcançar um fim justo. Quando Gandhi expressou que o meio pode ser comparado a uma raiz, e o fim a uma árvore, ele estava referindo-se ao objeto central de uma filosofia que alguns denominam de "Política Prefigurativa". Assim, aqueles que propõem a não-violência explicam que as ações tomadas no presente inevitavelmente irão repercutir na forma como a sociedade se organizará no futuro. Eles argumentam que seria irracional conceber uma sociedade pacífica através do uso da violência.
  • Alguns divulgadores da não-violência, como os Anarquistas Cristãos e os Ativistas Humanistas, defendem que devemos respeitar e amar os nossos oponentes. Este é o princípio que mais se aproxima das justificativas religiosas e espirituais para a não-violência, como pode ser visto no Sermão da Montanha quando Jesus Cristo clama aos seus seguidores "amai vossos inimigos". No conceito Taoísta do wu-wei, ou na filosofia da arte marcial Aikido, ou no conceito budista de metta (amor fraterno entre todos os seres vivos) e no princípio de ahimsa (não-violência entre todos os seres vivos), que também está presente no hinduísmo.
Através do INSTITUTO SOLDADOS DA PAZ poderemos fazer um Exercício da Paz baseado na conduta simples que permitirá a compreensão de tais assertivas. Como no exemplo do diálogo entre duas pessoas com perguntas das mais simples possíveis, mas que levam a essa compreensão:
  • Você faz xixi? - Eu também.
  • Você faz cocô? - Eu também.
  • Você se alimenta? Eu também.
  • Você sente frio? Eu também.
  • Você sente calor? Eu também.
  • Você vai morrer? Eu também.
  • Você sua? Eu também.
Notemos que poderíamos fazer mil perguntas semelhantes e a pessoa responderia SIM e eu responderia: EU TAMBÉM. Falta só uma pergunta: por que então brigamos por tão pouco? Por que nos desentendemos por tão pouco? Por que nos separamos por tão pouco?

O FIM NÃO JUSTIFICA OS MEIOS

Comumente escuta-se que o fim justifica os meios numa alusão de que "certos" fins podem, ou devem, ser alcançados através de métodos não convencionais, ou anti-éticos, ou violentos. Este conceito é utilizado com freqüência numa tentativa de minimizar os meios violentos utilizados na guerra, na justificativa de leis severas e repressões impostas a grupos sociais ou religiosos ou étnicos, ou ainda, mas em crescente desuso, na justificativa de sistemas e métodos educacionais rigorosos e punitivos.
A Não-violência entende que o fim é um resultado do meio, num ciclo de causas e efeitos que se correlacionam e se estendem numa espiral evolutiva. Desta forma, a paz não pode ser obtida através de métodos violentos e repressivos. Uma "paz" que se pretende obter através da opressão, cessa assim que os instrumentos de repressão deixam de ser utilizados, logo, um estado real de paz não se mantém quando ela não se estende a todos os indivíduos de uma sociedade.
Uma releitura de "o fim justifica os meios" numa percepção da não-violência seria: os meios justificam o fim, ou seja, o fim é o resultado dos meios.

SATYAGRAHA

Satyagraha é um têrmo sânscrito composto por duas palavras nesta língua: Satya, que pode ser traduzida como verdade; e agraha que pode ser traduzida como busca. Assim pode-se entender satyagrah como a "busca da verdade", o "insistir pela verdade".
Este termo, um dos principais ensinamentos do indiano Mahatma Ghandi, designa o princípio da não-agressão, uma forma não-violenta de protesto. Esta não deve ser confundida com uma adesão à passividade, é uma forma de ativismo que muitas vezes implica a desobediência civil.
Quando Gandhi desenvolveu sua filosofia de não-violência, ele não encontrava uma palavra adequada para defini-la em inglês, então decidiu usar esta palavra sânscrita, satyagraha.
No contexto do movimento da Índia em busca da independência, o "satyagrahi" ("aquele que pratica a "satyagraha") é a pessoa que, após ter procurado a verdade em espírito de paz e benevolência, e tendo compreendido tal verdade em termos de um mal ou um erro a ser corrigido, afirma a sua verdade em confronto aberto com o mal através da prática da não violência, já que a utilização da violência resultaria precisamente de uma percepção distorcida da verdade. Em seu ato de resistência bem intencionado, o "satyagrahi" sempre informa seu adversário sobre suas intenções e evita sistematicamente a prática de ocultar estratégias de combate que lhe possam ser vantajosas. Pensada nesses termos, a "satyagraha" é menos um ato de desafio com vistas à conquista do que uma tentativa de conversão que deveria, idealmente, ter como resultado nem a vitória e nem a derrota de cada uma das partes conflitantes, mas antes uma nova ordem harmônica.

UM DECÊNIO DA ONU

Em 10 de Novembro de 1998, a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a primeira década do século XXI (de 2001 a 2010) como a Decênio internacional da promoção de uma cultura da não-violência e da paz em prol das crianças do mundo (International Decade for the Promotion of a Culture of Peace and Non-Violence for the Children of the World).

A SALA DA QUIETUDE NA UMAPAZ

A SALA DA QUIETUDE NA UMAPAZ

A Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz ganhou no seu quinto aniversário, em janeiro de 2011, a Sala da Quietude, com dois singelos propósitos. Um deles é simplesmente oferecer um lugar de quietude para os alunos, professores, funcionários e visitantes. É um espaço de silêncio, de diálogo interior. Nessa pequena sala cada um pode ficar quieto ao seu modo, meditando, orando, concentrando sua mente ou, ao contrário, navegando em seus pensamentos, para que possa emergir tranquilizado e revigorado desses momentos.



Outro propósito da Sala da Quietude é ser um lembrete contínuo de que a quietude é uma atitude ativa, consciente, e que é parte do ensino-aprendizagem na perspectiva da ecopedagogia.



Edgar Morin nos diz que é preciso aprender “a estar aqui” neste Planeta. Aprender a estar aqui com reverência à vida e num momento da história da Terra e da espécie humana em que as mudanças climáticas impõem novas formas de estar aqui. Esse mestre e outros visionários alertam, há décadas, que é preciso desenvolver novos saberes para esse momento singular da história.



Os seres humanos são protagonistas da história não apenas porque podem contá-la e recontá-la, mas porque desenvolveram suas potencialidades e capacidade de criar e de interferir em muitos fenômenos. Qualquer que seja a parte que nos toca nas causalidades das mudanças climáticas, mais importa é que temos ciência e consciência da situação, de seus prognósticos e de possibilidades de mitigação e adequação.



Nos últimos cem anos aprendemos como viver mais e como usufruir mais conforto. Criamos tecnologias para isso e passamos a consumir o Planeta como se estivéssemos num supermercado com reposição automática, desprezando os ciclos da natureza, que julgamos dominar. Um supermercado onde uma pequena parte consome a maioria dos produtos e os que estão de fora anseiam avidamente por entrar. E temos transmitido esse ávido anseio de consumo e de conforto ilimitado às nossas sucessivas gerações, ao custo de produzir mais desigualdade e riscos socioambientais.



A escola tradicional tornou-se um espaço de treinamento para que as novas gerações reproduzam esse paradigma, essa busca frenética, barulhenta, uma verdadeira luta para chegar na frente ao supermercado e ter dinheiro suficiente para alcançar o padrão máximo de conforto – aquele a que têm acesso os vinte por cento mais ricos que consomem oitenta por cento das riquezas.



A humanidade está sendo confrontada com a impossibilidade de prosseguir nesse jogo, porque já está consumindo a expectativa de oferta futura e as crises de abastecimento de água e comida sinalizam que se estenderão para além dos pobres do mundo. Os eventos climáticos extremos se multiplicam, gerando milhões de refugiados do clima e mostrando o risco efetivo a que toda a espécie humana está submetida.



A educação socializa, prepara para a vida. No cenário atual, como ousamos manter uma educação para a morte?



Há algum tempo cientistas educadores vêm alertando para a necessidade de mudança de paradigma. Dentre os novos saberes necessários à educação do futuro, apropriada à cultura da sustentabilidade e da paz, Moacir Gadotti inclui “educar para a simplicidade e para a quietude.”



As duas questões certamente não estão juntas por acaso. Simplicidade diz respeito a necessidade de rever o padrão de conforto que tem servido para alimentar uma profunda desigualdade social e o desastre socioambiental. Essa necessidade dialoga com teses socialistas e ambientalistas, carreia novos argumentos e torna-se uma premissa de sobrevivência. Dialoga também com linhas educacionais que trabalham a sustentabilidade de todos e para todos, compreendendo a teia da vida, os ciclos da natureza, promovem a resiliência das pessoas e da espécie frente às crises e resgatam a alegria de viver e conviver como necessidades básicas.



E como compreender a simplicidade sem a quietude?



É preciso sair do burburinho do supermercado, dos anúncios de vendas que obnuliam a capacidade crítica. É preciso aquietar-se para perceber o valor dos seres e das coisas. É preciso aquietar-se para escutar a vida, a natureza, as nossas necessidades, as necessidades dos que conosco convivem. Na quietude preparamos o diálogo. É preciso aquietar-se para entrar no ritmo do coração, na pulsação do universo, na pulsação do conjunto diverso e uno de homens e mulheres de toda a parte e das outras espécies que compartilham conosco a vida no Planeta. É preciso quietude para acolher o sofrimento e os sonhos. Para recuperar o equilíbrio frente aos desastres. É preciso aquietar-se para olhar com novos olhos a situação e seus prognósticos e ativar a criatividade e o engenho humanos para sustentar a vida de todos e para todos.



Vejo homens e mulheres aquietando-se para gerar uma nova civilização. Homens e mulheres que reaprendem a se aquietar e, com isso, reaprenderão também a brincar, dançar, conviver, amar a diversidade e reinventar o estar aqui no Planeta.

São Paulo, verão, 2011

Rose Marie Inojosa



¹UMAPAZ, Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Av.IV Centenário, 1268, Parque do Ibirapuera, São Paulo. www.blogumapaz.blogspot.com

²MORIN, Edgar Os sete saberes necessários a educação do futuro, São Paulo: Cortez, 2000

³GADOTTI, Moacir A Ecopedagogia como pedagogia apropriada ao processo da Carta da Terra, in www.ufmt.br/revista/arquivo/.../moacir_gadotti.htm

4Diretora da UMAPAZ. rinojosa@prefeitura.sp.gov.br

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Saquinho de Jornal

Um saquinho de jornal super útil para substituir as sacolinhas plásticas na lixeira. Veja como é simples e rápido de fazer. A idéia é do De Verde Casa, um blog de dicas ecológicas e sugestões de mudanças de hábitos do dia a dia. Saiba mais em www.deverdecasa.com

Você tem experiência?

fonte: http://itseniorexecutive.blogspot.com/2010/07/voce-tem-experiencia.html



SEGUNDA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2010

Você tem experiência?
No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência?'


A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Ja peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas...

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

(Publicado no jornal interno do RH - Volkswagen do Brasil - nome do candidato não mencionado)

Quer gerar muitas entrevistas de emprego? Seja um mestre SEO

Quer gerar muitas entrevistas de emprego? Seja um mestre SEO.
Posted on agosto 18, 2010 by E-commerce Girl

É contador? Advogado? Secretária? Especialista em web?

Não importa.

Quer conseguir muitas entrevistas de emprego? então seja um mestre SEO

Não entendeu nada? Eu explico.

SEO é a sigla de Search Engine Optimization. Em português ele é conhecido como Otimização de Sites, MOB e Otimização para Buscas. O SEO nada mais é do que a otimização de uma página (ou até do site inteiro) para ser melhor compreendido pelas ferramentas de busca. Para aparecer nas primeiras posições do Google entende?

O que isso tem haver com você?

Tenho notado que os head hunters e as empresas de recrutamento tem usado a “técnica de busca” para fazer a triagem inicial dos currículos.

Aconteceu comigo o seguinte fato.

Fui indicada para uma posição de Diretor de E-commerce por uma pessoa interna da empresa,o famoso QI, mas teria que enviar meu CV para uma consultoria de recrutamento.

Enviei.

Nada.

Semanas…

Meu amigo me ligou aborrecido perguntando se eu naõ estava interessada, já que não tinha enviado o CV !

Eu disse que tinha enviado há semanas!!

Ele ligou para o recrutamento e ouviu a seguinte resposta:

“Provavelmente o Cv dela não destacado na triagem pela busca de palavras chaves”, que no caso eram:

Comércio (não sei porque as empresas de recrutamento insistem que e-commerce é original do varejo e comércio e não de T.I.) ,

Negociação, Diretor e experiência.

No meu Cv as palavras similares , mas que o Engine de busca não destacou foram: Comercial, Business Direção, e “ 19 anos de vivencia em tecnologia”

Como meu currículo não tinha as 4 palavras mágicas ,eu não fui selecionada.

Isso parece explicar muita coisa não é?

Bom, já dizia o velho ditado: Não pode com eles? Aprenda alguns golpes com quem sabe! ( rs… essa versão é minha !)

Eu te proponho um teste:

Visite os sites das consultorias de recrutamento e selecione posições que você almeja. Compare os anúncios; eles não têm algumas palavras e expressões em comum? Faça um grupo de 20 palavras chaves ligadas as suas atividades e a sua experiência e que se repetem nos anuncios das consultorias ( só não vale mentir!) incorpore essas palavras no seu Mini currículo , nas cartas de apresentação e principalmente no resumo das competências do seu CV.

Clique aqui e veja o modelo de CV que a super Head Hunter Celia Spangher – www.maximconsultores.com.br (Blog: celiaspangher.wordpress.com ) diz que é matador e que chama atenção dos head hunters (porque vai direto aos finalmente).

Agora é só começar a responder aos anúncios das vagas e enviar os CVs para as posições que te interessam.

Esta descrente? Vamos lá, experimente! Parece aquelas correntes que a gente recebe por email dizendo – “Se você fizer..”x”…. receberá um email nas próximas 3 horas com boas noticias!”

Eu garanto – pelo menos 1 entrevista em 7 dias!

Aí na frente do entrevistador é por sua conta! Postura, verdade, carisma e uma historia profissional bacana certamente vão te levar para a próxima fase do processo.

Boa Sorte e Sucesso!

(Eu testei, funciona!)

Fonte: http://ecommercegirl.com/?p=1482

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CRÍTICA

CRÍTICA
A crítica pode não ser algo agradável, mas é necessária; a crítica tem a mesma função da dor no corpo humano; chama a atenção para um estado alterado das coisas.  Winston Churchill
O elogio é agradável, mas é a crítica que pode lhe oferecer os melhores valores. É bom saber que você está fazendo as coisas certas, mas é muito mais importante compreender o que você está fazendo de errado. Mesmo que a crítica a seu respeito está baseada numa errônea percepção, ainda assim, ao tomar conhecimento, você pode se colocar numa melhor posição para se corrigir.

Ouça com atenção para quem está lhe criticando. Eles estão lhe fazendo um grande favor, mesmo que não seja essa a intenção deles. Se a crítica é totalmente infundada, ela torna-se uma afirmação de que você está fazendo uma diferença. Se a crítica tem algum mérito, ele torna-se um valioso feedback.

Tenha sempre em mente que a crítica é sempre a opinião de alguém. Tome-a e use-a dentro do valor que ela tem. Não existe necessidade de fazer com que a crítica o abata. Retire da crítica o melhor que ela pode lhe oferecer e torne-se uma pessoa mais sábia e prudente. A crítica - quando você cessa de teme-la - quando você a ouve e dela aprende, pode acrescentar valores que lhe ajudarão grandemente a enfrentar todos os obstáculos que você terá pela frente.
Nélio DaSilva


" Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. " "Cora Coralina"

" O saber a gente aprende com os mestres e com os livros. A sabedoria, se aprende com a vida e com os humildes". Cora Coralina

" Nada grandioso no mundo foi realizado sem Paixão" " Friederich Hegel"

"Aquilo que temos de aprender a fazer, aprendemos fazendo". "Aristóteles, 384-322 a.C., filósofo grego"

***Os três grandes segredos para o sucesso são: determinação, foco e disciplina! ***

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Simulação da contagem de tempo de contribuição

CONTAGEM DE CONTRIBUIÇÃO DO INSS

Equipe Guia Trabalhista

O segurado não precisa ir até uma agência para obter informações sobre tempo de contribuição. Segundo estimativas da Previdência Social, 25% dos atendimentos nos postos referem-se à procura por informações. No entanto, muitas dessas informações poderiam ser obtidas por outros meios, sem a necessidade de deslocamento até uma agência.

Muitos serviços podem ser consultados na página do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br), como é o caso do cálculo de aposentadoria. O sistema é fácil de utilizar e auto-explicativo.

Ao acessar o site, o segurado deve entrar no link “Trabalhador com Previdência”, dentro deste link, basta escolher o tópico “Calcule sua Aposentadoria”, que aparecerá a tela com a opção para a simulação da contagem de tempo de contribuição.

Para realizar a simulação o trabalhador deve clicar em Contagem de Tempo de Contribuição, ter em mãos o número de PIS ou Pasep e preencher os campos pedidos, como nome e períodos de contribuição.

Após seguir as orientações, o segurado concluirá a contagem do tempo, podendo fazer uma nova simulação, apertando o botão "Nova Consulta", se assim desejar.

Para evitar o deslocamento desnecessário até uma agência, e dar mais agilidade e conforto aos segurados da Previdência Social, também estão disponíveis na web outros serviços, como atualização de endereço, requerimento para auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte.


https://www5.dataprev.gov.br/PortalSibeInternet/pages/compdir/index.xhtml

http://www1.dataprev.gov.br/eloweb/sp2cgi.exe


O PREVCidadão é um serviço destinado a facilitar o atendimento no cadastramento de CI, na alteração de endereço, na consulta a informações cadastrais, no fornecimento de informações sobre as contribuições individuais, e na consulta a vínculos empregatícios e remunerações dos trabalhadores empregados.


http://www.dataprev.gov.br/servicos/PrevCidadao.htm