sábado, 7 de junho de 2014

Dez competências essenciais para profissionais de TI

O mercado de TI tem crescido muito e no mesmo ritmo estão crescendo as exigências para quem atua nesse ramo. Segundo Sandro Melo, professor e coordenador do curso de Redes de Computadores da BandTec, os talentos dessa área precisam reinventar-se constantemente.
“Trata-se de uma área em que o surgimento das novas tecnologias exige uma atualização continuada”, destaca o professor. Ele também observa que as habilidades tradicionais já não são suficientes para atender a atual demanda,
Melo afirma que TI está numa fase de mudanças e requer novas competências. Portanto, é essencial que os cursos universitários acompanhem esse ritmo.
Para ajudar os jovens talentos a se preparem para o mercado de trabalho, Melo lista as dez principais competências que oferecem o mix de habilidades necessárias para suprir as novas exigências das empresas.
1. Cloud computing e virtualização
A computação em nuvem possui um modelo de infraestrutura de TI que provê recursos de modo mais fácil e econômico. Dessa forma, as empresas podem pensar em ter mais aplicações para aprimorar e alavancar negócios, o que, consequentemente, demanda que os profissionais de TI e os desenvolvedores de aplicativos tenham a habilidade de explorar os recursos da nuvem.
O primeiro passo para pensar em uma cloud é ter a capacidade de virtualizar. Todavia é possível ter um ambiente baseado em virtualização que não atenda todos os quesitos para ser classificado com uma infraestrutura de nuvem.
Por isso, cada vez mais, o mercado requer profissionais que conheçam virtualização e que saibam trabalhar com o modelo novo de data center, desenhado para este fim. Apesar de muita tecnologia estar sendo virtualizada, ainda “falta gente com competência apurada nesse segmento”, constata o professor da BandTech.
2. Programação e desenvolvimento de aplicativos
“Saber programar é sempre e será um grande diferencial em qualquer função de TI que o profissional deseja atuar”, afirma Melo. Esta habilidade é importante, não só para quem atua com programação, mas também em outras áreas, como, por exemplo, o profissional de rede e banco de dados, em que o conhecimento de programação passa ser um diferencial para prover automação e escalabilidade.
“As empresas querem funcionários que criem tecnologias com o objetivo de aprimorar processos por meio de programação e desenvolvimento de aplicações”, complementa.
3. Armazenamento de dados
Outra competência em alta é a de armazenamento de dados. “As pessoas falam de computação em nuvem e se esquecem que esses arquivos têm que estar armazenados em algum lugar”, explica Melo. Por isso, há uma demanda crescente de profissionais com capacidade de criar, registrar, armazenar e gerenciar grande quantidade de estoque de dados.
4. Business inteligence
As empresas já aprenderam que inteligência de dados é algo relevante. Apesar de ser uma competência consolidada, as crescentes demandas motivam um campo fértil para expansão e também especialistas com domínio em BI.
5. Big Data
É preciso tratar dados não estruturados e torná-los úteis. Isso demanda profissionais com conhecimentos arrojados, que tenham boa base educacional nas áreas exatas, como cientistas de dados. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar a montanha de informação gerada todos os dias, principalmente a produzida pelas redes sociais.
6. Mobilidade
Em um futuro próximo, as pessoas deixarão de comprar computadores e passarão a utilizar apenas itens móveis. E conforme há o crescimento deste recurso, as empresas passam a precisar, cada vez mais, de profissionais que estejam aptos a lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos.
7. IPv6
A “Internet das Coisas” vai gerar um outro conceito computacional, por isso é necessário existir estrutura que permita isso. No entanto, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países que pouco fizeram. Muito disso por conta da falta de profissionais capacitados em IPv6.
8. Segurança
Garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. Por isso, o mercado tem procurado profissionais que tenham a capacidade não só de construir modelos de segurança, mas também de testá-los, além de serem capaz de atuar quando o problema ocorrer.
9. Soft Skills
Além das competências técnicas listadas acima, cada vez mais as empresas têm reconhecido a importância dos fatores comportamentais no trabalho. Seja para o sucesso dos projetos e processos, ou ainda, para o próprio desenvolvimento profissional, competências globais em gestão têm tido o mesmo peso que os conhecimentos técnicos.
“O ideal é que um profissional tenha um bom equilíbrio entre os hard e os ‘soft skills”, comenta Melo. Para trabalhar essas competências com seus alunos, a BandTec oferece aos estudantes o Programa H, que integra formação humanista aos cursos de TI oferecidos pela instituição.
10. Inglês
Falar inglês na área de TI é essencial. Muitas das tecnologias são desenvolvidas nesse idioma, por isso, assim como uma boa formação, o idioma faz parte das competências necessárias do profissional que escolhe atuar em TI.
“É importante mostrar novos horizontes aos estudantes, preparando-os para o dia a dia das corporações e para diversos desafios da carreira e TI”, conclui Sandro Melo.

Matéria publicada originalmente no site COMPUTERWORLD.

http://www.bandtec.com.br/index.php/category/carreira/

BandTec promove curso “Jung para educadores”

A BandTec anuncia o curso livre “Jung para Educadores”, que será promovido entre os dias 29 de março e 12 de abril, aos sábados. Elaborado com o objetivo de contribuir com a capacitação de profissionais do ensino e professores de todas as áreas do conhecimento, a iniciativa é aberta ao público externo.
Atenta à necessidade de contínua evolução do ensino, a iniciativa da BandTec apresentará a teoria Junguiana como filosofia capaz de compreender aspectos profundos das relações educativas, bem como de propor e discutir possíveis caminhos para tornar essas relações mais saudáveis, compreensivas e profundas. “Desejamos aproximar esses conceitos da Psicologia aos educadores por acreditar que contribuem significativamente com o dia a dia do ensino, principalmente por conta da dinâmica mudança do perfil dos alunos, o que torna cada vez mais complexa a relação entre eles e as instituições de ensino”, completa Luiz Claudio Bido, Psicólogo e coordenador do Programa H.
Os temas abordados durante o curso serão:
  • Contextualização histórica e teórica sobre Carl Gustav Jung e a Psicologia Analítica
  • O conceito de Consciente e Inconsciente para Freud e Jung
  • O conceito de Ego para Freud e Jung. Ego e suas defesas. A educação do Ego e o Ego na educação.
  • Os arquétipos do Inconsciente Coletivo: Persona, Sombra, Animus, Anima e Self
  • A Persona e a Educação: os papéis sociais e o jogo social na educação
  • Aspectos sombrios da personalidade do professor e do aluno. A educação como espaço de integração da Sombra.
  • Aspectos relacionais da personalidade e a educação: compreensão da alteridade através dos arquétipos Animus e Anima
  • A educação como caminho de realização e integração do Self
  • O processo de individuação. A jornada heroica na educação
  • A energia psíquica: introversão e extroversão
  • Aspectos racionais da personalidade: pensamento e intuição
  • Aspectos irracionais da personalidade: sentimento e sensação
  • Educação e Alquimia
  • Figuras arquetípicas do educador
  • Os educadores e os verdadeiros filósofos

O curso, que será ministrado durante três sábados, tem vagas limitadas. Os interessados deverão entrar em contato pelos emails: luiz.bido@bandtec.com.br oumariana.leopoldino@bandtec.com.br.
Datas: 29 de março, 05 e 12 de abril (sábados)
Horário: 9h às 12h
Investimento: R$ 280,00 
Local: Rua Estela, 268 | 04011-001 | São Paulo – SP | Tel: (11) 5574-6844

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Saber ouvir, saber negociar, saber ser…

A vida profissional nos coloca desafios cotidianamente. O principal deles é lidar com pessoas. Na área de TI, especialmente, o profissional vivenciará situações nas quais sua capacidade de compreender e de se fazer compreender será colocada à prova.
Você já se perguntou por que é tão difícil negociar? Talvez você queira dicas de persuasão, formas de convencimento, tons de assertividade e tudo o mais. Bem, não será difícil para você encontrar tudo isso na Internet. Mas de pouca valia serão essas informações se você não considerar o fato de que, na sua frente, há uma pessoa querendo se comunicar.
Comunicar é tornar comum. Por isso, o primeiro ponto é alinhar pensamentos e linguagem. Saiba o que o outro deseja. Explique o que você pode oferecer. Discuta os termos dessa troca.
Não raramente, duas pessoas discutem sobre pontos em que concordam. Isso acontece porque ambas não conseguem ouvir o que está sendo dito. Por isso, busque esclarecer as colocações do seu interlocutor até que você compreenda perfeitamente bem o que ele diz. Pergunte quantas vezes for necessário: o que você quer dizer com…? Algumas vezes, repita o que seu interlocutor afirmou: “Se entendi bem, você está me dizendo que…”
Compreendida a mensagem, posicione-se claramente a respeito do que está sendo pedido. Afirme se você concorda ou não e explique seu posicionamento. Discordar não é encerrar o diálogo. As palavras “concordar” e “discordar” referem-se a caminhos do coração (cordis, em Latim, é coração). Todavia, corações podem seguir caminhos diferentes, e ainda assim, serem respeitosos e complementares.
Penso que a chave está em respeitar seu interlocutor, as ideias que ele coloca, a visão de mundo que ele traz. É importante saber que com a diferença podemos crescer e que nem todos os encontros são disputas. Embora na comunicação exista claramente um jogo, ser convencido não é necessariamente ser derrotado. Aceitar o ponto de vista do outro pode ser uma boa estratégia para demonstrar respeito, atenção e valorização. E essa postura vai transformar seu interlocutor, tornando o mais confiante e aberto para novos diálogos.
Não se obrigue a responder no momento. Ouvir é mais importante do que falar. Se não souber o que dizer, informe isso ao outro. Peça um tempo para refletir. Reflita. Depois, com calma, retome o assunto. “O silêncio é um amigo que nunca trai”, como diz a frase que costuma ser atribuída a Confúcio.
Luiz Claudio Bido
Psicólogo e coordenador do Programa H, da Faculdade BandTec

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Educar bem é educar sempre

O desafio da formação continuada no mercado de TI que inova e se reinventa a cada momento.
Muitos dos profissionais graduados até o fim dos anos 1970, já aposentados ou ainda ativos, construíram suas carreiras apoiadas e fundamentadas no curso universitário que escolheram e na “escola da vida”. É muito comum que os engenheiros, administradores, médicos, advogados, economistas, psicólogos, etc, tenham desenvolvido suas vidas profissionais com a experiência aliada exclusivamente à formação original, que, até então, era mais do que suficiente, era um grande diferenciador e um enorme capital profissional inicial.
Penso que esteja claro a todos os leitores que isso ficou no passado. O modelo que nos guia é o da educação continuada.
Há diversos desafios novos que interferem nessa realidade, o ambiente de negócios, a demanda por tecnologia e novos modelos, a inovação, a imprevisibilidade das carreiras, dentre tantos outros. Especialmente no mundo da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), há ainda a alta velocidade com que se muda ferramentas, métodos e plataformas.
A educação formal ainda cumpre um papel importantíssimo, mas insuficiente para a manutenção da atualização profissional desejada.
Impõe-se um desafio: Como um profissional se mantém valioso para o mercado?
A resposta é mais simples de dizer e contar do que de implementar, mas enfim: buscando formação continuamente, sempre, a todo momento e em todo lugar.
Assim que alguém se forma para o mercado de TIC é incitado a buscar especialização, certificações, conhecer novas tecnologias, novos processos e métodos de modo a aprofundar cada vez mais o seu capital profissional. Mas também passa a ser cobrado por outras competências que os cursos da área não promovem como liderança, negociação ou gestão, e portanto é novamente levado a estudar, dessa vez ampliando o seu leque de conhecimentos, competências e experiência.
Gosto muito de contar uma história – real1 mas resumida – de um ensaio que um grupo de diretores e coordenadores de curso fizeram considerando o que seria a formação ideal em Administração. Para tanto listaram todos os itens “fundamentais” a essa formação, traduziram cada item em carga horária, somaram todos os tempos demandados e dividiram por 800h – carga horária anual de um curso universitário noturno nas Ciências Sociais. Resultado? 11 anos de graduação!
Alguém na mesa logo disse: “Imagina, uma vida!”
Hoje entendo que por caminhos tortos esse assustado colega é que estava certo. Uma formação profissional refinada, valiosa, adequada e atualizada começa sempre num curso honesto, inovador e responsavelmente administrado, mas só se cumpre numa vida, nunca no primeiro curso.

Mauricio Pimentel
Coordenador Geral da BandTec

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Quatro competências necessárias para quem quer ser arquiteto de TI

O elevado volume de dados, sistemas complexos e a necessidade de integração entre diferentes tecnologias têm sido o cenário comum na maior parte das corporações. Em meio às diversas complicações geradas por tudo isso, cresce a procura por um profissional diferenciado: o arquiteto de Tecnologia da Informação.
Mais do que cuidar de dados e tecnologias, esse especialista é responsável por uma visão geral da empresa, com atenção a cada detalhe que permeia o ambiente de TI da corporação e suas necessidades. 
“O arquiteto de TI vai além das questões técnicas. Ele trabalha com governança, olhando as questões de TI a partir da estratégia de negócio da empresa”, explica Anderson Milochi, coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da BandTec, faculdade controlada pelo grupo do colégio Bandeirantes.
Na avaliação de Milochi, o arquiteto de TI “é hoje um profissional fundamental para a evolução de uma empresa por considerar dados antigos, atuais e futuros, bem como as reais necessidades dos indivíduos que compõe a companhia”.
O coordenador da BandTec lista as quatro principais competências para o profissional de tecnologia que deseja assumir esse desafio:
1.    Conhecer tecnologia sob os aspectos•         Tendências e mercado: atenção e conhecimento referente às novidades de tecnologia. A atualização técnica contínua é item básico para qualquer área de TI. Significa identificar o potencial e efetividade de cada uma delas e acompanhar sua curva de surgimento, adoção e provável vida útil
•         Visão de uso: entender a aplicabilidade de cada tecnologia disponível no mercado para o negócio cuja arquitetura de TI está sob sua responsabilidade
•         Visão de gestão: toda tecnologia precisará ser gerenciada sob a perspectiva de negócios e de sistema. É preciso entender como implantá-la e como mantê-la
•         Investimento x aplicabilidade: elencar o real custo benefícios das tecnologias disponíveis
2.    Lidar com sistemas legadosEstar atento às novidades do mercado é de suma relevância para o Arquiteto de Tecnologia da Informação, já que ele depende disso para manter seus sistemas atualizados e eficientes para o negócio. 
Porém, os sistemas legados não podem ser esquecidos. Os dados devem ser geridos de sua origem ao armazenamento e, muitas vezes isso acontece em sistemas legados, nos quais foram originados. Assim, conhecê-los e dominar a integração com as tecnologias recentes é vital para sua atuação.
3.   Conhecer o modelo de negócioO arquiteto de Tecnologia da Informação é um estrategista. Ele suporta a estratégia de negócios a partir de soluções de tecnologia, com o objetivo de que atendam as necessidades da empresa e seus colaboradores. 
Trata-se de considerar as perspectivas de TI e negócio. Sem esse conhecimento, as chances do profissional de TI atuar como Arquiteto de Tecnologia da Informação é quase nula.
4.    Soft Skils/Habilidades HumanasAlém das competências técnicas listadas acima, cada vez mais as empresas têm reconhecido a importância dos fatores comportamentais no trabalho. Seja para o sucesso dos projetos e processos, ou ainda, para o próprio desenvolvimento profissional. 
Esse é, especialmente, o caso do arquiteto de TI, que lida com uma visão ampla da companhia e precisa saber se relacionar com pessoas, compreendê-las e atender suas demandas; sendo capaz de extrair as informações necessárias e liderá-las sob certos aspectos, para uma correta definição de arquitetura.
Os soft skils já são inclusive abordados na formação do profissional de tecnologia. A BandTec, por exemplo, oferece aos estudantes o Projeto H – que integra formação humanista aos cursos de TI oferecidos pela instituição – para trabalhar essas competências.

Matéria originalmente publicado no portal ComputerWorld

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Educar bem é educar por completo

A questão da capacitação tecnológica se resolve com certa tranquilidade, mas a educação profissional, integral, essa tem sido bem mais desafiadora.
Tenho conversado sistematicamente com muitos agentes do mercado de TIC, ora falando com líderes técnicos, ora falando com os gestores, com o pessoal de RH ou com os empreendedores desse mercado. Em todas as conversas, uma observação tem sido sempre presente nas discussões sobre a formação de profissionais para a área: a capacitação técnica – o conhecimento das ferramentas, tecnologias e plataformas -, se resolve com um pouco mais ou um pouco menos de esforço, mas a formação e o desenvolvimento do “humano-profissional” tem sido cada vez mais desafiadora.
Uma das questões que exemplifica essa demanda é a definição cada vez mais ampla dos papéis e “jobs” da turma de TI. Se antes se aceitava um profissional que só trabalhava isolado, que não se comunicava bem e não desenvolvia suas competências sociais e de relacionamento, hoje em dia – na esmagadora maioria das vezes – esse perfil não cabe mais.
Espera-se de um profissional de TIC muitas competências não técnicas como, por exemplo, a capacidade de negociar, de ouvir e traduzir desejos em soluções baseadas em tecnologias, a capacidade de criar, inovar e pensar fora da caixa, a de trabalhar em time ou equipe, a de comunicar-se bem, com clareza e por vezes em mais de um idioma … entre tantas outras.
Aí cabe uma questão: é possível educar para essas competências não técnicas? E ainda, é papel da faculdade ou universidade colaborar com essa formação?
Em minha opinião, as respostas são retumbantes “sim e sim”, com uma importante ressalva: é possível, mas não no modelo tradicional das aulas exclusivamente expositivas.
As competências pessoais, sociais e os valores humanos não podem ser ensinados ou aprendidos como um conteúdo, decorados, reproduzidos ou entendidos. Devem ser experimentados, vividos e testados, por isso o desafio é tão grande.
No ambiente escolar, especialmente no do ensino superior, esses valores devem ser promovidos e inseridos no cotidiano, nas relações, nos atendimentos, nas conversas e nas aulas, como um elemento ambiental, o pano de fundo de uma experiência. Mas, vale mais perceber que o ambiente proporciona toda essa vivência, do que entender as teorias que justificam e explicam essa percepção. Por isso, a proposta é a da “contaminação positiva”.
É preciso engajar toda a comunidade numa nova forma de conviver na escola, com base na comunicação de qualidade o que pressupõe ouvir e falar. Ainda, orientada a trabalhos em equipe, que exigem do aluno: negociar, convencer, persuadir, ceder e acordar crenças, planos e operações, caminhar junto e criar compromisso. É fundamental estabelecer um relacionamento respeitoso, mas ao mesmo tempo amplo, aberto e focado no coletivo. Isso garantirá proximidade, descoberta do outro, conquista de espaço, parceria e compromissos coletivos.
A aula expositiva tem seu papel, mas passa muito longe de proporcionar esse grande laboratório. Por isso, cada vez mais surgem modelos que suportam ações de desenvolvimento pessoal nessa linha, como a educação orientada a projetos e à resolução de problemas, os “maker spaces” e os laboratórios de criatividade. Todos promovem o aprendizado conceitual e o alcance do conteúdo, mas se diferenciam por justamente promover o convívio.
Pessoalmente, acredito que o foco e o compromisso com o desenvolvimento pessoal é o que diferencia a “capacitação tecnológica” da “educação para a tecnologia”.
Seguramente, educar é mais legal!

Mauricio Pimentel
Diretor Acadêmico da BandTec

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Peripécias do Programa H

Peripécias do Programa H

O Programa H é um conjunto de ações promovidas pela Faculdade de Tecnologia Bandtec junto à sua comunidade educativa (professores, alunos e funcionários), no sentido de promover valores humanos como objetos e mediadores da formação acadêmica e profissional.
Entre muitas atividades propostas pelo programa, algumas geram imagens significativas – como a imagem abaixo.
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Na imagem acima é possível ver um grupo de alunos liderados pelo Anderson que é deficiente visual. Ao serem perguntados, os colegas afirmaram que sentiam muita confiança, afinal, ninguém anda nesse prédio com essas restrições como o Anderson.
A proposta era liderar um grupo, levá-los a um passeio pelo campus promovendo pequenas dificuldades. O condutor vai sendo alternado de modo que cada um experimente a dificuldade e o desafio de conduzir o grupo de colegas com os olhos vendados.
Quanto ao grupo, cabia ir se acostumando com a dificuldade imposta e exercitar a confiança.
Muito legal!

http://bandlabs.com.br/2013/11/25/projeto-h/